Arqueologia e legitimação do poder


Paulo Lima

A Arqueologia é a disciplina da Modernidade que se propõe interpretar as obras culturais e os vestígios dos seres humanos do “passado” e com isso compreender o homem e a sua trajectória no Mundo.
Porém, aquilo que aparentemente parece acessível mediante o uso de metodologias científicas adequadas de recolha de dados e de estudo aturado dos vestígios, revela-se como uma missão controversa pois as narrativas sobre o passado não são imunes aos interesses sociopolíticos, sendo, elas próprias, instrumentos que permitem a legitimação, reprodução e manutenção de certas formas de poder.
Será legítimo, ou melhor, a quem serve a extrapolação para as sociedades do passado (que seguramente funcionaram segundo uma racionalidade de subjectivização que não nos é acessível) através da utilização de ferramentas conceptuais vinculadas à visão ocidental do Mundo?

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