Cartaz da Sétima Oficina do Pensável

Cartaz da sétima Oficina

Realiza-se na próxima quinta-feira, dia 26 de Novembro, pelas 21h, na Universidade Popular do Porto.

A entrada é livre, estando apenas sujeita a inscrição via correio electrónico para: oficinasdopensavel@gmail.com.

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De João Grilo a Judite: Uma reflexão sobre o saber, a legitimação, a cegueira e a imaginação: conhecimento e literatura

Partindo do conto tradicional de João Grilo, que tudo adivinha sem nada saber, procurar-se-á construir um percurso reflexivo acerca da produção do conhecimento em diferentes paradigmas de reconstrução da realidade, questionando o lugar da metáfora na epistheme científica e artística, a
encenação da autenticidade através da objectividade ou ainda o sentimento da verdade e racionalidade. Se todo o conhecer decorre de um processo de linguagem, toda a ciência é pura representação: enquanto narrativa, o seu estatuto aproxima-se da ficcionalidade da arte, embora esta última trabalhe conscientemente sobre o imaginário. Talvez Judite, ao matar Holofernes, represente o fim do cerco da racionalidade logocêntrica à subjectividade e aos valores.

Pedro Almeida
(Bolseiro FCT)

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Gravação da Quinta Oficina do Pensável

A gravação da Quinta Oficina do Pensável encontra-se publicada.

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Os palestinianos e o Líbano: 70 anos de relações difíceis

Os palestinianos e o Líbano: 70 anos de relações difíceis

A oficina será dinamizada por Michel Kabalan, da Freie Universitaet zu Berlin, em português. Realiza-se hoje, dia 9 de Outubro, às 21:00.

Inscrições via email para oficinasdopensavel arroba gmail.com.

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Cartaz da Quinta Oficina do Pensável

Marcas do Ex-Combatente.: Um olhar sociológico sobre a experiência de guerra

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Marcas do Ex-Combatente: Um olhar sociológico sobre a experiência de guerra

A partir da nossa questão de partida em que procuramos aferir o impacto da Guerra Colonial Portuguesa no processo de construção da identidade pessoal, social e cultural dos ex-combatentes, tomamos como principais linhas de força delineadoras do nosso trabalho, a identidade, a memória e a guerra.

De facto, com base neste exercício de debate, procuramos, a partir da análise interpretativa das narrativas de guerra, entender de que modo os veteranos de guerra constroem a sua experiência de guerra, reconstroem o seu passado e apresentam a sua identidade. Ou seja, as nossas interrogações de fundo provêm da necessidade de delimitarmos as fronteiras da identidade tentando perceber a relação entre a identidade de origem e a identidade assumida em situação de conflito; da possibilidade de entendermos mais alargadamente a noção de ruptura e sobrevivência que a Guerra provocou e quais as suas implicações nas disposições adquiridas e reconstruídas de modo a se atentar nos processos de transformação pós-conflito; de analisarmos os traços sociais dos combatentes na sua trajectória à luz da duplicidade vivida em situação de guerra e ainda de avaliar a reconversão efectuada e a sua significação tendo presentes os impactos no lugar ocupado na estrutura social e grupal e, ainda, de questionarmos de que forma os combatentes incarnavam o “país enquanto centro”, por referência aos esquemas culturais e políticos da época, lutando por uma questão de sobrevivência ou pela crença na guerra.

Tendo em linha de conta estas ideias, a nossa pesquisa procurou reflectir sobre, não só um conjunto de atributos e dimensões transversais aos discursos produzidos pelos agentes, garantindo o acesso a uma memória comum, como também sobre as particularidades da sua trajectória de acordo com transformações ocorridas antes e depois da guerra.

Inês Coelho

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Gravações

As gravações para a Segunda e Terceira Oficinas do Pensável estão disponibilizadas na nova página Gravações.

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Cartaz da Quarta Oficina do Pensável

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A campanha de Delgado no Porto: A importância da história local

A candidatura de Humberto Delgado às eleições presidenciais de 1958 foi proposta por um grupo de oposicionistas da cidade do Porto, tendo sido recolhidas em Vila Nova de Gaia as assinaturas de apoio necessárias à formalização da candidatura. Foi também ao Porto que o general fez a sua primeira deslocação após anunciar que era candidato às eleições presidenciais e onde realizou o seu primeiro comício. Aqui teve o seu primeiro banho de multidão, aquando da sua chegada à Estação de S. Bento, e foi nesta cidade que se iniciou a radicalização da campanha com os primeiros confrontos entre os populares e a polícia.

Estes acontecimentos mostram a importância da cidade do Porto na campanha presidencial de 1958, provavelmente, a mais importante eleição do Estado Novo e, seguramente, aquela que provocou a maior crise no regime.
Estudar como a oposição portuense se posicionou face às eleições presidenciais de 1958, assim como a forma como decorreu a campanha eleitoral de Humberto Delgado nesta cidade é, segundo os padrões historiográficos, um estudo de caso.

O estudo de caso, que também podemos designar por estudo de um acontecimento ou de uma situação, é muitas vezes visto com alguma displicência nos meios académicos. Considera-se que o importante é estudar um tema e não um acontecimento, que o importante é ter uma visão global de um assunto e que os estudos de caso nos dão uma visão parcial. No entanto, não podemos negar que estes estudos nos permitem estudar mais aprofundadamente um acontecimento ou um assunto e que o cruzamento de vários estudos de caso é que nos possibilita compreender melhor uma realidade.

Este estudo sobre a campanha de Humberto Delgado no Porto mostra a importância da oposição portuense no lançamento e definição de toda a estratégia da campanha eleitoral, revela a dimensão do apoio que o general tinha nesta cidade, a forma como foi feita a campanha, o desnorteamento e desarticulação da União Nacional, o clima de violência que pairou na cidade até ao dia das eleições e a dimensão da fraude eleitoral. E só articulando este estudo com outros do género é que podemos compreender o clima de euforia, agitação, violência e esperança que a candidatura de Humberto Delgado provocou de norte a sul do país.

Ana Sofia Ferreira

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Cartaz da Terceira Oficina do Pensável

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